A paz que não se explica
Nem toda paz nasce da resolução dos problemas. Às vezes, ela nasce simplesmente da certeza de que Deus permanece.Há uma paz que depende das circunstâncias.
E há outra que permanece mesmo quando nada parece resolvido.
A primeira precisa de controle.
A segunda nasce da presença.
“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente.” (Carta aos Filipenses 4:7)
Excede o entendimento.
Ou seja, não precisa ser explicada para ser real.
Muitos acreditam que só podem estar em paz quando tudo faz sentido.
Quando as respostas chegam.
Quando os riscos diminuem.
Quando o futuro se organiza.
Mas a paz de Deus não é fruto da clareza total.
É fruto da confiança.
Observe Jesus diante da tempestade.
Diante da cruz.
Diante da incompreensão.
Ele não ignorava a dor.
Mas não era dominado por ela.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.” (Evangelho de João 14:27)
Essa paz não é ausência de problemas.
É presença constante no meio deles.
No trabalho, ela impede que a pressão roube o centro.
Nos relacionamentos, reduz a necessidade de respostas imediatas.
Na fé, sustenta mesmo quando há perguntas.
Você não precisa explicar sua paz para que ela seja verdadeira.
Ela nasce de saber: Deus permanece.
Hoje, leve consigo esta pergunta:
Tenho condicionado minha paz à resolução dos problemas?
Respire.
Permita-se confiar antes de entender.
Jesus,
ensina-me a receber
a paz que vem de Ti.
Liberta-me da necessidade
de controlar tudo para descansar.
Que meu coração encontre segurança
na Tua presença,
mesmo quando ainda há perguntas.
Amém.
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